No pós pandemia, viajar de avião será demorado, complicado e caro. Conforme as previsões, as passagens estarão até 50% mais caras. Além disso, haverá menos assentos.
A opinião é da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata). No entanto, segundo a entidade, nos primeiros meses do pós-crise preços poderão baixar. Assim, por conta da competição acirrada.
Mas logo restrições sobre o número de assentos e utilização parcial das aeronaves aumentarão os custos das companhias e das passagens. A matéria foi veiculada nesta terça-feira, 12, pelo jornal Valor Econômico.
Distanciamento social
As companhias serão pressionadas a manter o distanciamento social. Isso poderá obrigá-las a deixar desocupada a poltrona do meio numa fileira de três, por exemplo.
A Iata luta contra essa medida, alegando que os riscos de contaminação a bordo são pequenos. Para a entidade, é essencial o passageiro cobrir o rosto com a máscara.
Em todo caso, a Iata prevê outras medidas temporárias de segurança como medir a temperatura dos passageiros. Afora mudar os procedimentos de embarque e desembarque que reduzam o contato com a tripulação.
Mas também limitar os deslocamentos do passageiro na cabine durante o voo, limpar a cabine mais frequentemente, simplificar os serviços a bordo para reduzir os deslocamentos da tripulação e interação com os passageiros.
As operações de embarque e desembarque poderão assim ser duas a três vez mais demoradas, segundo analistas. O distanciamento social será aplicado também no check-in, no balcão de informação ou nas transferências para outros voos.
Algumas companhias poderão exigir um informe sobre a saúde do passageiro antes do embarque. O controle nas fronteiras também será mais rígido, com os países querendo evitar futuros vírus.
Com menos assentos à venda, os custos unitários das companhias aéreas aumentarão fortemente. Nesse cenário, as tarifas aéreas deverão crescer dramaticamente de 43% a 54% em relação a 2019, conforme a região, somente para cobrir os custos, segundo a Iata.
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