O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Erick Moura, assinaram editais no último dia 19 de junho para projetos de dragagem nos rios Amazonas e Solimões. Com o objetivo de reduzir os impactos da seca, os investimentos serão de R$505 milhões no período de cinco anos.
De acordo com a programação prevista, a contratação de empresa para a realização dos serviços ocorra em agosto.
Dragagem é a limpeza, o desassoreamento, alargamento, a desobstrução, remoção, o derrocamento ou escavação de material do fundo de rios, lagoas, mares, baías e canais.
Tendo em vista que a estiagem deverá chegar à região com 30 dias de antecedência, conforme informou o governador de Amazonas, Wilson Lima, o objetivo da ação é antecipar-se à seca e permitir a navegação por mais tempo.
Para recuperar a capacidade dos rios, a dragagem será feita em quatro trechos: Manaus-Itacoatiara; Coari-Codajás; Benjamin Constant-Tabatinga; e Benjamin-São Paulo de Olivença. Outros projetos estão em avaliação para também contar com dragagem neste ano.
Costa Filho destacou que “esse ato dialoga com a previsibilidade, porque não é uma ação somente para este ano. Serão cinco anos de execução dos investimentos. O presidente Lula nos orientou para que pudéssemos avançar nisso e agora temos o maior volume de dragagem da história do Amazonas”.
Erick Moura pontuou que os editais também contam com a previsão de obras de sinalização, monitoramento ambiental e estudos dos rios, como forma de acompanhamento das atividades. “A dinâmica desse modelo de contratação é que possamos estar ativos esse tempo todo, por cinco anos”, disse.
Com informações da Agência iNFRA