O volume de água dos rios amazônicos neste início de agosto está até quatro metros acima do registrado no mesmo período do ano passado – quando a estiagem severa comprometeu a navegação de grandes cargas na região. A informação consta de um boletim interno da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que acompanha diariamente as condições de navegabilidade para orientar ações preventivas.
No caso do rio Solimões, que recebeu em 2024 um contrato inédito de dragagem com vigência de cinco anos, os dados apontam níveis significativamente mais altos:
- +409 cm em São Paulo de Olivença
- +363 cm em Tabatinga
- +445 cm em Coari
Essas cidades ficam no interior do Amazonas e dependem fortemente da navegação para o transporte de alimentos, combustíveis e medicamentos.
“Os níveis atuais indicam que não deverá haver transtornos na navegação de passageiros e cargas no estado, como vimos no ano passado”, explica o secretário nacional de Hidrovias, Dino Antunes. “Além disso, o contrato de dragagem por cinco anos garante uma solução permanente, permitindo mobilização rápida da empresa responsável sempre que necessário.”
No rio Amazonas, que também integra o contrato de dragagem, o ponto de monitoramento em Itacoatiara registra um nível 322 cm acima do mesmo período em 2023. Em Manaus, no rio Negro, a diferença é de +339 cm.
“O trecho entre Itacoatiara e Manaus é estratégico para o transporte de grandes cargas que abastecem a capital e a Zona Franca de Manaus. As condições atuais são positivas, mas seguimos monitorando para intervir rapidamente em caso de bancos de areia”, reforça Antunes.
Ao final de 2023, o MPor destinou cerca de R$ 500 milhões para garantir a dragagem contínua dos rios Solimões e Amazonas pelos próximos cinco anos, evitando os atrasos causados por processos licitatórios anuais.
Os trechos contemplados no rio Solimões incluem:
- Coari–Codajás
- Benjamin Constant
- São Paulo de Olivença
- Tabatinga a Benjamin Constant
No rio Amazonas, o contrato cobre os 200 km entre Manaus e Itacoatiara, uma das rotas mais relevantes para a logística regional.
Fonte: com informações do MPOR.
Fotografia: Divulgação MPOR.