A gratuidade no transporte público coletivo urbano tem sido tema de debates no Congresso Nacional. A Câmara Temática da Mobilidade Urbana da FRENLOGI tem promovido discussões sobre o assunto, com base em estudos acadêmicos que analisam os impactos positivos da medida.
Levantamento elaborado por pesquisadores vinculados à Universidade de Brasília (UnB) aponta que a adoção da Tarifa Zero pode injetar cerca de R$ 45,6 bilhões por ano na economia brasileira. O estudo integra a pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”, conduzida pelo Grupo de Pesquisa Geopolítica e Urbanização Periférica e pelo Núcleo Brasília do Observatório das Metrópoles, ligados ao IPOL/UnB.
A análise indica que o custo do transporte público representa parcela relevante do orçamento das famílias de baixa renda. O estudo também relaciona o tema ao acesso a serviços como trabalho, educação e saúde. Para viabilizar o modelo, os pesquisadores indicam a necessidade de mecanismos de financiamento extra-tarifários.
O deputado federal Rubens Otoni, presidente da Câmara Temática de Mobilidade Urbana da FRENLOGI, afirma que os dados apresentados reforçam discussões já realizadas no âmbito da Frente Parlamentar.
“O estudo da Universidade de Brasília reforça o que já estamos constatando em nossos debates realizados pela FRENLOGI no Congresso Nacional. A Tarifa Zero é uma política estratégica de inclusão social e de desenvolvimento econômico. Ao transformar o gasto do cidadão com transporte público em renda disponível, estamos fortalecendo o comércio local, gerando oportunidades e garantindo o direito de ir e vir para milhões de brasileiros”, afirmou.
O parlamentar conduziu, no início de 2026, uma live promovida pela FRENLOGI sobre a viabilidade e a implementação da política no Brasil, com foco no modelo de financiamento tripartite, envolvendo União, estados e municípios.
Coordenador da pesquisa, Thiago Trindade afirma que a medida pode ter efeitos na renda disponível das famílias e no consumo. “Estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos sobre produtos”, explica.
O estudo também trata do transporte público como direito social e compara os possíveis efeitos da Tarifa Zero aos de políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Confira o estudo, clique aqui.
Texto: Kathia Marçal, assessora de comunicação.
Arte: Janaína Valadares, social media.