A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) acompanha de perto os desdobramentos sobre as condições de acesso aos terminais portuários de Miritituba (PA) — ponto estratégico para o escoamento da produção do Centro-Oeste pelo Arco Norte.
É fundamental a celeridade na decisão do diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, para agilizar administrativamente a contratação das obras de pavimentação em Miritituba, assim como o avanço da análise técnica pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A solução definitiva para o trecho depende da atuação coordenada entre os órgãos responsáveis, garantindo o início imediato das intervenções necessárias.
Um vídeo recente, gravado em outubro de 2025, mostra filas de caminhões parados em um trecho de cerca de 5 quilômetros sem asfalto, próximo aos portos. O congestionamento, que se repete a cada safra, causa prejuízos, além de riscos de acidentes e atrasos no escoamento da produção.
Os caminhoneiros que transportam grãos do Mato Grosso até Miritituba enfrentam longas jornadas em condições precárias, sem pontos adequados de apoio, segurança ou infraestrutura básica. Em períodos de chuva, a situação se agrava: a lama e o atolamento de carretas transformam o trajeto em uma rota de incertezas, atrasando entregas e comprometendo a rentabilidade do transporte.
Em Brasília, o presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes (PL-MT), intensificou as articulações políticas para garantir obras da BR-163, especialmente no trecho entre Sinop e Guarantã do Norte (MT) — uma das rotas mais movimentadas e perigosas do país.
No dia 9 de julho, Fagundes visitou os ministros Augusto Nardes e Antônio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU), e defendeu a importância e a celeridade na análise da proposta de repactuação do contrato de concessão da rodovia, administrada pela Via Brasil.
“A duplicação da BR-163 não é apenas uma pauta de infraestrutura. É uma urgência humanitária. Cada quilômetro duplicado representa uma vida preservada. O que está em jogo é a segurança de quem produz, de quem trabalha e de quem move o Brasil”, afirmou o presidente da FRENLOGI.
A visita ocorreu após o Painel de Referência da Comissão de Solução Consensual da Via Brasil, realizado pelo TCU, com participação da FRENLOGI, do Instituto Brasil Logística (IBL), do Ministério dos Transportes, ANTT, DNIT, CNT, além de prefeitos, vereadores e parlamentares da região. O encontro consolidou uma posição unânime: a duplicação é inadiável.
“Essa rodovia é vida, é emprego e é desenvolvimento. Mas precisa oferecer dignidade a quem a percorre todos os dias — especialmente aos caminhoneiros, que enfrentam sol, chuva e poeira para mover o Brasil”, concluiu Wellington Fagundes.
Segundo o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ANATC e conselheiro do Instituto Brasil Logística (IBL), Carley Welter, a situação é monitorada anualmente pelo setor. “Essa situação crítica, a ANATC acompanha todo ano. Já há vários anos temos esse problema, que tem piorado com o aumento de fluxo para esse importante porto da região Norte. A gente vem cobrando a Via Brasil, vem cobrando a ANTT, e essa solução vem se arrastando. Só vai terminar com o asfaltamento desse trecho de apenas 5 km, que a concessionária já deveria ter feito, mas até hoje a obra não começou”, afirmou.
Compromisso da FRENLOGI
A FRENLOGI reforça seu compromisso com a melhoria da infraestrutura rodoviária nacional e continuará monitorando a situação das BRs 163 e 230, defendendo investimentos que garantam segurança, eficiência logística e melhores condições de trabalho aos caminhoneiros — protagonistas da integração econômica do país.
Confira o vídeo: