O Brasil deu um passo decisivo para o fortalecimento da logística com a licença ambiental, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que autoriza o derrocamento do Pedral do Lourenço – no rio Tocantins. A medida representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia, considerada estratégica para a integração nacional, especialmente entre as regiões Centro-Oeste e Norte.
A autorização, concedida no último dia 26 de maio pelo Ibama, permite a remoção de formações rochosas localizadas entre Marabá e o Lago de Tucuruí (PA), que há décadas comprometem a navegabilidade plena do rio, especialmente durante o período de estiagem no local.

Com a remoção das rochas, a hidrovia ganhará capacidade operacional durante todo o ano, viabilizando o transporte regular de grãos, minérios e insumos com menor custo logístico, menor emissão de poluentes e maior segurança para as embarcações.
Para a deputada Daniela Reinehr (PL-SC), presidente da Câmara Temática de Portos e Hidrovias da FRENLOGI, “a autorização do Ibama para o derrocamento do Pedral do Lourenço – no rio Tocantins, representa um avanço histórico para a Hidrovia Tocantins-Araguaia e para a logística nacional como um todo. Sabemos que o licenciamento ambiental no Brasil é um processo rigoroso, mas essa decisão mostra que é possível conciliar preservação ambiental com desenvolvimento e integração regional. Essa obra vai transformar o potencial logístico do Centro-Oeste e do Norte, reduzindo custos, emissões e fortalecendo nossa competitividade.”, destacou a parlamentar.
O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, também comentou a decisão do Ibama. “A análise ambiental é fundamental para o desenvolvimento sustentável do país e deve levar em consideração também o impacto positivo que uma hidrovia promove, reduzindo tráfego nas rodovias e emissão de gases de efeito estufa”.
A Hidrovia Tocantins-Araguaia possui mais de 1.700 quilômetros navegáveis, entre Peixe (TO) e Belém (PA), mas enfrenta gargalos no trecho de aproximadamente 40 quilômetros do Pedral do Lourenço. A remoção das rochas, agora viabilizada pela licença ambiental, deve permitir que a hidrovia alcance uma movimentação estimada de até 20 milhões de toneladas por ano, beneficiando diretamente o escoamento da produção agropecuária do cerrado brasileiro — maior região produtora de grãos do país.
Para garantir que a obra ocorra de forma responsável, o licenciamento impõe condicionantes ambientais, como monitoramento da fauna, controle da qualidade da água e mitigação de impactos sonoros e vibracionais.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou a decisão como um marco para a infraestrutura brasileira. “É uma decisão que deve trazer desenvolvimento socioeconômico para o Centro-Norte do país, além de ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, já que o desenvolvimento de hidrovias é o principal meio para cumprir o Acordo de Paris. É uma excelente notícia para o Brasil, especialmente em ano de COP 30, quando os olhos do mundo estarão voltados para o estado do Pará.”
A Hidrovia Tocantins-Araguaia deve se consolidar como um dos principais corredores logísticos do país, interligando áreas de produção no Centro-Oeste aos portos da região Norte, como o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA).
Fonte: com informações do Ibama, da Tecnologistica e assessoria da dep. Daniela Reinehr (PL-SC).
Fotografia: Antônio Cavalcante, divulgado em Tecnologistica.