Presidente da FRENLOGI destaca papel do Parlamento na análise do acordo Mercosul–UE

O acordo Mercosul–União Europeia, assinado no último sábado (17), entrou na fase de análise pelo Congresso Nacional. O tema passa a ser acompanhado de perto pelo Parlamento, que terá papel central na avaliação dos impactos econômicos, produtivos e logísticos do tratado.

Para o presidente da Frente Parlamentar Mista da Logística e da Infraestrutura (FRENLOGI), senador Wellington Fagundes (PL-MT), o acordo representa uma oportunidade relevante, mas que exige acompanhamento técnico e institucional.

“Esse acordo pode trazer benefícios importantes para o Brasil, principalmente ao ampliar o acesso dos nossos produtos ao mercado europeu. Quando o país consegue exportar mais, isso movimenta a produção, gera emprego, aumenta a renda e fortalece economias locais, especialmente no interior.

Mas esses ganhos não acontecem automaticamente. E esse acordo pode trazer dificuldades se não for bem conduzido. Por isso, a criação da subcomissão no Senado é fundamental. O objetivo é acompanhar como o acordo vai funcionar na prática, entender seus impactos reais e garantir que ele resulte em mais oportunidades para quem produz, trabalha e consome no Brasil.

O papel do Parlamento é justamente esse: fiscalizar, ouvir os setores envolvidos e avaliar se as regras estão sendo aplicadas de forma equilibrada, para que o acordo seja um instrumento de desenvolvimento e não apenas um compromisso no papel.”

No Senado Federal, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que também integra a FRENLOGI, anunciou a criação de uma subcomissão para acompanhar o processo de ratificação e a implementação do acordo. Entre os pontos a serem monitorados estão a eliminação ou redução gradual de cerca de 90% das tarifas de importação e exportação ao longo de até dez anos, além da ampliação de cotas para produtos como carne, etanol, açúcar e arroz.

A União Europeia já é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em 2024, o bloco foi destino de aproximadamente 14% das exportações brasileiras, o equivalente a cerca de US$ 48 bilhões. A expectativa é de que, com a implementação do acordo, esse fluxo comercial seja ampliado de forma gradual, com reflexos diretos sobre a produção, a geração de empregos e a demanda por infraestrutura e logística.

Foto: Carlos Moura/ Agência Senado.