Em discurso, presidente da Frenlogi critica omissão e realiza café sobre ataques em Santarém

O presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), senador Wellington Fagundes (PL-MT), subiu à tribuna do Senado Federal para alertar sobre os impactos da ocupação do terminal da Cargill, em Santarém (PA), e os reflexos diretos na logística nacional.

Segundo o presidente, a paralisação das atividades compromete o escoamento da produção, especialmente de cargas oriundas do Mato Grosso – maior produtor do agronegócio, e gera insegurança jurídica em um momento estratégico para os investimentos em infraestrutura no país.

Café com a FRENLOGI debate paralisação e segurança jurídica

Na manhã desta terça-feira (25), a Frente realizou o primeiro Café com a FRENLOGI de 2026. O encontro reuniu parlamentares, representantes do setor produtivo e autoridades públicas para discutir os efeitos da interrupção das operações no terminal e seus desdobramentos para o ambiente regulatório e de investimentos.

Participaram do debate a deputada Daniela Reinehr (PL-SC), presidente da Câmara Temática de Portos e Hidrovias; o deputado Diego Andrade (PSD-MG), presidente da Câmara Temática Rodoviária; o diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike; o superintendente de Outorgas da ANTAQ, Renildo Barros; o secretário especial de Licitações e Concessões da ANTAQ, Ygor Di Paula; e o diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI, Edinho Bez.

Representando a empresa, o diretor de Portos América do Sul da Cargill Agrícola S/A, Régis Prunzel, e a gerente jurídica Sandra F. Silva detalharam a invasão ao terminal, que resultou na paralisação do acesso de caminhões e na interrupção das operações logísticas.

Impactos na imagem do Brasil

Durante o encontro, o presidente e os parlamentares manifestaram preocupação com a repercussão internacional do episódio. Avaliaram que invasões, danos ao patrimônio privado e bloqueios logísticos transmitem sinalização negativa ao mercado externo e elevam a percepção de risco para investidores.

O senador Wellington Fagundes criticou o que classificou como omissão do Governo Federal diante da ocupação e comparou o caso a episódios registrados no Pará durante a COP 30. Para ele, situações como essa reforçam a percepção de desorganização institucional e afetam diretamente o ambiente de negócios.

O encontro contou com a participação do presidente do Conselho Gestor do Instituto Brasil Logística (IBL) e diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Conceição; do diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter de Souza; da gerente executiva do Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti; da SOPESP, Leonardo Felix Ribeiro; a diretora-executiva de Relações Institucionais e Comunicação da ABTP, Cláudia Borges; da diretora-executiva do Instituto Praticagem do Brasil, Jacqueline Wendpap; do diretor de Relações Institucionais e Governamentais, Carley Welter; do CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann; do diretor-presidente da ABEPRA, Elielson Almeida; do presidente da FENOP, Sérgio Aquino; da diretora-executiva do IBL, Rebeca Albuquerque; além de outras lideranças do setor.

Ao encerrar o encontro, o presidente da FRENLOGI agradeceu a presença das autoridades e reforçou que a Frente continuará atuando para proteger investimentos em infraestrutura, garantir segurança jurídica e fortalecer a multimodalidade no país.

O Café com a FRENLOGI tem como objetivo central promover a integração entre o Poder Legislativo, o Poder Executivo e a iniciativa privada, buscando soluções políticas e institucionais para superar gargalos logísticos e assegurar previsibilidade aos investimentos em infraestrutura no Brasil.