Tecnologia redefine aeroportos brasileiros e melhora jornada do passageiro

Fala aí, deputado!

Os aeroportos estão passando por uma transformação significativa e deixando de ser apenas pontos de embarque e desembarque. Com o avanço da tecnologia, tornam-se cada vez mais ambientes inteligentes, conectados e voltados para oferecer experiências mais eficientes, convenientes e personalizadas aos viajantes.

A tendência é confirmada pelo relatório global Tomorrow’s Journey: Smarter, Faster, Connected, realizado pela Priority Pass — programa internacional de experiências em aeroportos pertencente ao The Collinson Group. O estudo, com dados coletados em mais de 20 países, aponta o Brasil como um dos líderes mundiais na adoção de tecnologias aeroportuárias.

Para o deputado Julio Lopes, presidente da Câmara Temática Aeroportuária da FRENLOGI, esse avanço representa um ganho estratégico para o país: “A transformação digital é uma pauta central no meu trabalho parlamentar e, na aviação, não poderia ser diferente. É com grande satisfação que vejo o Brasil despontar como líder global na adoção de tecnologias que melhoram a jornada do passageiro. Esse avanço não é apenas uma questão de conveniência. Ele está diretamente ligado à eficiência operacional e à competitividade do nosso setor de aviação. Aeroportos mais inteligentes significam menos tempo em filas, mais fluidez no fluxo de passageiros e, como o estudo bem aponta, um aumento significativo no consumo dentro dos terminais. Isso fortalece a economia local e gera novas oportunidades para empresas de turismo, tecnologia e serviços.”

Segundo o levantamento, 86% dos viajantes brasileiros valorizam recursos como embarque digital, biometria e acesso rápido (fast track), número que supera a média global de 73%. Além disso, 78% aprovam o uso de portões eletrônicos (e-gates) e sistemas automatizados, enquanto 84% consideram essenciais os painéis de informações em tempo real para uma experiência mais fluida nos terminais.

A economia de tempo, segundo o estudo, impacta diretamente o comportamento do consumidor: 45% dos passageiros afirmam ganhar entre 10 e 30 minutos por viagem, e 20% relatam economia de até uma hora. Com mais tempo disponível, 60% dos viajantes se mostram mais propensos a consumir dentro do aeroporto — especialmente em alimentação (55%), compras (46%) e acesso a salas VIP (37%).

No Brasil, 73% dos entrevistados já utilizaram salas VIP ao menos uma vez, e as expectativas em relação a esses espaços evoluíram. Hoje, os passageiros buscam ambientes multifuncionais, com gastronomia local, áreas para trabalho, entretenimento e serviços acessíveis por aplicativo. Em resposta, o Priority Pass ampliou seu portfólio e oferece mais de 1.700 experiências em 725 aeroportos, incluindo spas, cabines de descanso, salas de jogos e serviços de bem-estar, além dos lounges tradicionais.

Outro ponto relevante é o equilíbrio entre automação e atendimento humano. Apesar da ampla aceitação da tecnologia, 34% dos passageiros ainda preferem o contato presencial em situações como imigração ou extravio de bagagens, indicando que a personalização do atendimento continua sendo um fator essencial na jornada.

A digitalização dos aeroportos não só melhora a experiência do passageiro, como também abre novas oportunidades para marcas dos setores de turismo, tecnologia, finanças e hospitalidade. Com mais tempo livre e menos atritos durante a viagem, os consumidores se tornam mais receptivos a experiências diferenciadas e interações relevantes.

Com uma adesão tecnológica acima da média global, o Brasil desponta como referência no uso de soluções digitais em terminais aeroportuários. Esse avanço representa uma vantagem estratégica para operadoras e empresas que atuam no ecossistema da aviação civil, consolidando os aeroportos como verdadeiros centros de experiências e relacionamento com o público viajante.

Fontes: com informações de BrasilTuris e assessoria do deputado.